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| Comissão da PMTO que participou do seminário |
(4º BPM – GURUPI) – Na manhã desta última
sexta-feira (16), o comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar, Maj PM Flávio
Santos Brito e Comissão de Oficiais da Polícia Militar do Estado do Tocantins
coordenada pelo Subchefe do Estado Maior, Cel PM Amaro Martins de Queiroz Neto,
integrada também pelo Cel PM R/R Joaidson Torres de Albuquerque, pelo Cel BM
Admivair Silva Borges, pelo 1º Ten Gleidison Antônio de Carvalho e pelo 1º Ten
PM Aderaldo Nunes Potencio participaram do seminário sobre “Ciclo Completo de
Polícia”, ocorrido no auditório da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás,
em Goiânia – GO.
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| Maj PM Flávio, Cap PM Benedita e Ten Potencio - participantes do evento |
O evento foi realizado pela Comissão de Constituição, Justiça e
Cidadania (CCJ) da Câmara Federal em parceria com a Assembleia Legislativa de
Goiás, tendo como tema “Por uma nova arquitetura institucional da Segurança
Pública: pela adoção no Brasil do Ciclo Completo de Polícia”. Deputados
federais e estaduais, integrantes das polícias Militar, Civil e Federal, do
Ministério Público, do Tribunal de Justiça e da Ordem dos Advogados do Brasil –
OAB estiveram presentes no encontro.
De iniciativa do deputado federal Raul Jungmann, com o apoio de diversos
parlamentares federais, o seminário está sendo realizado por todo o país com a
finalidade de se debater sobre a temática, pois segundo os argumentos dos
parlamentares, o Brasil é um dos poucos países do mundo que adotam a segregação
da atividade policial com polícias distintas. Esse fato, de acordo com os
argumentos, tem gerado diversos conflitos, retrabalhos e duplo aparelhamento
estatal, razão pela qual carece de urgente reforma constitucional.
A partir dessas premissas, a comissão da CCJ está percorrendo os estados,
promovendo o debate e colhendo sugestões para reformulação da arquitetura institucional
da segurança pública. O assunto tem gerado bastantes questionamentos entre as
polícias e dentro dos seus círculos e divisões hierárquicas, mas um ponto as
opiniões se convergem e apontam a necessidade do “Ciclo completo de polícia”.
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| Público participante do seminário |
Nesse particular, as polícias militares dos estados, através dos
representantes do poder legislativo nas esferas federais e estaduais, bem como
os segmentos da categoria e também alguns segmentos da polícia civil, na sua
grande maioria, defendem o Ciclo completo de polícia como forma de melhoria da
prestação de serviços à comunidade, vez que essa nova
arquitetura permitirá a atuação plena das instituições policiais, isto é, todas
as polícias poderiam atuar tanto na prevenção, quanto na investigação.
O
que se extrai dos debates e que não deixa dúvidas, segundo entendimento dos
participantes do evento, é que o modelo de segurança pública no Brasil precisa
ser reformulado com bastante urgência, em benefício da sociedade.
Ainda,
durante o seminário, o representante da Federação Nacional de Entidades de
Oficiais Militares Estaduais (FENEME), Coronel Marlon Jorge Teza e também o
representante da Polícia Militar do Rio Grande do Sul destacaram a melhoria na
prestação de serviços nos respectivos estados (Santa Catarina e Rio Grande do
Sul), a partir da implantação experimental da realização dos Termos
Circunstanciados de Ocorrências – TCO’s por policiais militares. Segundo eles,
esses serviços, que são meramente cartorários, ao serem executados pela PM
contribuíram para a celeridade no atendimento ao cidadão e consequentemente na
diminuição do tempo de espera nas Delegacias e principalmente suprimiram os
longos deslocamentos de cidades circunvizinhas para regionais da Polícia Civil,
onde eram formalizados tais procedimentos.
Ainda,
de acordo com as referidas autoridades, a extensão dessas atribuições à PM
contribuiu com a eficiência dos serviços prestados, diminuiu o tempo de
atendimento às ocorrências, vez que otimizou o tempo que as viaturas
permaneciam nas Delegacias e
consequentemente restou mais tempo para a atividade de policiamento na
área sob a responsabilidade da viatura envolvida no registro da ocorrência.
Assim
como a maioria das entidades e segmentos representativos das polícias militares
dos estados, o comandante da Unidade também defende o Ciclo completo de
polícia, sob o entendimento de que “a sociedade tem o direito de receber
serviços de segurança pública de qualidade, mais céleres, menos fragmentados e
com resultados satisfatórios, independentemente de qual polícia lhe prestará
tais serviços”, destacou.



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